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Inovação social em extensão universitária: percepção dos atores envolvidos quanto às práticas cocriativas e geração de valor

INTRODUÇÃO: Desde as últimas décadas, o contexto político, econômico, administrativo e social brasileiro tem sido marcado pelo processo de redefinição do papel do Estado. Governos em todo o mundo têm estado sob permanente pressão da sociedade para responder as demandas dos cidadãos e a crescente complexidade de seus ambientes (ALBERTI; BERTUCCI, 2006), percebendo a inovação social como mecanismo tracionador de sustentabilidade e extensor de uma nova perspectiva de desenvolvimento econômico (VAN WIJK et al., 2019). No entanto, Jacobi e Chiappero-Martinetti (2017) afirmam que a investigação empírica da inovação social e dos seus efeitos são um terreno muito pouco explorado; as dificuldades vão desde a complexidade conceitual dos processos de inovação social até a implementação empírica.

Autores
Eloisa Gonçalves da Silva Torlig [eloisatorlig@gmail.com]; Pedro Carlos Resende Junior[pcrj73@gmail.com]; Lana Montezano [lanamontezano@gmail.com]; e Ricardo Ken Fujihara*[ricardowho@gmail.com]

*Doutor em Administração. Universidade de Brasília e da Faculdade de Tecnologia e Inovação SENAC-DF. Lattes: http://lattes.cnpq.br/1854197110171864

Para Cunha e Benneworth (2013), uma verdadeira inovação social ocorre com a mudança dos sistemas por meio de soluções inovadoras em comunidades de aprendizagem, abrangendo fronteiras para criar valor social e para promover o seu desenvolvimento, desafiando as instituições sociais existentes através da ação colaborativa e desenvolvendo redes mais amplas. Esses autores propõem que as contribuições de universidades para o desenvolvimento social podem ser potencialmente compreendidas pela sua capacidade de gerar inovação social. A universidade, em sua completude, além de promover e disseminar conhecimento, é capaz de transformar a realidade; de formar cidadãos comprometidos com a ética, com a responsabilidade social e com o desenvolvimento sustentável; e de buscar permanentemente soluções inovadoras. Esse processo pode ser compreendido através do princípio constitucional da indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão.

Nesse entendimento, Cunha e Benneworth (2013) e Elliot (2013) mencionam que pode existir uma interligação entre a troca de conhecimento universitário e a ocorrência de inovação social, pois a intervenção junto à sociedade pode propiciar espaços de mobilização, aprendizagem e mudanças. Felten et al. (2014) destacam a importância de uma parceria biunívoca, que pode ser entendida como um processo colaborativo e recíproco em que todos os partícipes trabalham para a realização de várias atividades currículo-pedagógicas.

Dessa forma, as universidades são desafiadas a recuperar o protagonismo social, não se limitando somente às atividades de ensino e de pesquisa, mas desenvolvendo projetos de extensão e de inovação social, numa espiral de engajamento, permitindo a inclusão de abordagens de aprendizagem e de desenvolvimento baseadas em respostas aos desafios sociais (KUMARI et al., 2020). Essa necessidade de as universidades apresentarem-se como protagonistas de projetos de extensão e inovação social em respostas aos desafios sociais contemporâneos também foi apontada por Bayuo, Chaminade e Göransson (2020) ao estudarem a realidade europeia. Em pesquisa no Brasil, Thomas e Pugh (2020) constataram que as universidades realizam um trabalho significativo sob a agenda da “missão social”, que está mais alinhada com as conceituações de inovação social e de empreendedorismo do que com um modo econômico por si só.

Considerando a perspectiva contemporânea de extensão universitária, destaca-se o projeto de extensão de uma universidade federal intitulado “Controle Social: Aprenda a ser um Auditor Social”. O projeto tem o intuito de capacitar a comunidade acadêmica e a sociedade em geral para exercer o controle social da gestão governamental. No projeto, são realizadas oficinas temáticas que contribuem para a disseminação de informações sobre a gestão das finanças públicas para a sociedade. As oficinas utilizam uma nova metodologia e uma forma didática de apresentação (COSTA et al., 2014).

Considerando o latente alinhamento entre a extensão universitária e a inovação social (BAYUO; CHAMINADE; GÖRANSSON, 2020), bem como os mecanismos de colaboração entre os atores, o objetivo deste estudo é avaliar as dimensões da inovação social no projeto de extensão mencionado, explorando as práticas cocriativas e o valor percebido pelos atores envolvidos no projeto, sob a ótica tanto dos alunos quanto da coordenação do projeto. Para tanto, será utilizado o estudo de Tardif e Harrisson (2005), apresentado na literatura como referência do campo de pesquisa em inovação social. Os autores analisaram 49 projetos desenvolvidos por pesquisadores do Centre de Recherche Sur Les Innovations Sociales (CRISES) e chegaram a cinco dimensões de inovação social: transformações, caráter inovador, inovação, atores e processo.

Leia o artigo em: http://revistaeixo.ifb.edu.br/index.php/RevistaEixo/article/view/860?fbclid=IwAR3cOLIu-ZZ2cNrP8fv0nA4evcjC0R7CFns5feGGHxxhiASehFnbPcMkqDE

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Luciana Corrêa

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